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“Busquei tudo neste mundo, até encontrar o que realmente precisava”

“Busquei tudo neste mundo, até encontrar o que realmente precisava”

Desde a minha infância, eu sempre fui uma criança rebelde, que gostava de chamar a atenção dos meus pais. Na escola, eu brigava muito, faltava às aulas e andava com más companhias. Dei muito trabalho aos meus pais por não querer obedecer. Aos 14 anos, comecei a beber por influência dos meus amigos da escola. Nesse período, eu via vultos, ouvia vozes, tinha medo de ficar sozinha em casa, e a minha cama amanhecia molhada e com terra. Então, a minha mãe decidiu levar-me a um bruxo para ver se eu melhorava, mas a situação só piorava. Eu chegava a ficar três dias na casa do meu namorado, sem que os meus pais soubessem de mim. Eu simplesmente desaparecia. Depois, ia para festas e bebia muito. Andava com facas para me defender. Houve um dia em que eu estava com uma amiga e fomos agredir uma moça. Bati tanto nela que ela perdeu os sentidos, entrou em coma e eu fui presa. Mesmo depois de ter sido presa, eu continuava a brigar muito. Aos 16 anos, engravidei e perdi o bebê. Aos 17, engravidei novamente e nasceu o meu filho. Saí de casa e fui viver com o pai dele, mas a minha mãe não gostava da ideia e discutia muito comigo. Com o passar do tempo, o pai do meu filho começou a beber e a fumar, e isso só foi piorando a nossa relação, ao ponto de nos agredirmos e terminarmos o relacionamento. Diante de tudo isso, voltei para a casa da minha mãe e fui trabalhar. Já aos 20 anos, afundei-me ainda mais nas bebidas, na marijuana e no ecstasy. Não demorou muito e conheci o pai da minha filha. Namoramos e, alguns meses depois, engravidei novamente. Cansada de tudo, decidi deixar o meu país, a minha família e o meu trabalho para vir viver nos Estados Unidos. Logo que cheguei, fui convidada para participar de uma reunião da igreja. Aos poucos, fui me firmando. Passei a colocar em prática tudo o que o pastor ensinava, e a minha vida foi mudando paulatinamente. Deus foi cuidando de mim. Batizei- me nas águas, mas ainda faltava o mais importante, algo sobre o qual eu ouvia falar muito: o Espírito Santo. Quando começou o propósito de Pentecostes, comecei a buscar o Espírito Santo. Mas, quando veio o Jejum de Daniel, coloquei toda a minha força, porque desejava muito receber o Espírito de Deus. Fiz propósitos de oração, lia a Bíblia três vezes por dia e jejuava. Tudo para chamar a atenção de Deus. E, no Domingo de Pentecostes, recebi a dádiva que tanto precisava: o Espírito Santo. Ele me encheu de gozo e de paz. Eu não sabia se ria ou se chorava. Foi algo inexplicável. Hoje, tenho tudo aquilo que sempre busquei: Deus vivendo dentro de mim.

Maria Tavares | Dorchester, MA

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