Agenda Semanal | - 5:19 pm
Lutando por três anos contra o câncer cervical em estágio avançado, Celina Gomes não desistiu da fé, viu Deus agir de maneira extraordinária e transformar o impossível em milagre
Cheguei à Igreja Universal ainda criança, na CBC (Children’s Biblical Center), e ela sempre foi meu lar, espiritualmente falando. Cresci entre os grupos e reuniões, aprendi sobre a fé e conheci a Deus nesta casa. Anos se passaram. Servindo como obreira e também vivendo a vida secular, casamento, trabalho e responsabilidades, fui surpreendida por uma notícia que mudaria tudo. Em exames de rotina, recebi o diagnóstico de um câncer cervical (colo do útero) aos 27 anos. Exames mais detalhados constataram que a doença já estava avançada, em estágio 4. Naquele momento, recebi o impacto da notícia, mas tive paz. Confiei e lutei. Ainda em consultório, fiz pequenas retiradas de tecido cervical, porque até então não haviam encontrado o tumor. Os exames apontavam o mal, mas os médicos não conseguiam localizar sua origem. Após mais um resultado positivo para células cancerígenas, com aumento significativo delas, e depois de duas cirurgias sem sucesso, o médico me deu uma notícia que abalou minha alma: “Volte para casa. Não há mais nada a ser feito.” Não era sobre mais cirurgias, dinheiro, seguro médico ou especialistas. (Era uma sentença.) Ainda assim, em meio às negativas, dores e desconfortos, eu tinha paz — de uma forma que a minha própria face transmitia tranquilidade e confiança. Não questionei. Não murmurei. Não cobrei nada de Deus. Lutei. Segui todos os protocolos médicos e, principalmente, decidi agir a fé como nunca antes. Eu corria para Deus. Minha certeza era: “Seja feita a Tua vontade, meu Pai.” Não compartilhei com clientes, familiares distantes ou com pessoas da igreja. Não fiquei de repouso. Não me permiti afundar na tristeza, nem mesmo me permiti pesquisar sobre a doença. Não foi por orgulho, nem por vergonha — jamais. No campo espiritual, eu escolhi duvidar da dúvida. Busquei outras referências médicas, mas foi em vão. O diagnóstico não mudava. Desde o primeiro diagnóstico até o último ato médico, levei toda a minha dor e toda a minha luta para o campo espiritual, para o altar. Entreguei tudo a Deus. Só Ele podia resolver o meu problema — ninguém mais. Nem marido, nem mesmo amigos da fé. Minha oração era: “Senhor, para este mundo sou órfã de pai e mãe. Fui criada na casa de estranhos. Mas eu tenho um Pai. O Senhor é o meu Pai. Faça o que ninguém pode fazer.” E fui viver. Antes de sair da clínica, o médico me disse: “Vou ver se uma amiga minha, também especialista em oncologia nessa área, pode te atender.” Essa doutora aceitou o meu caso e, de forma muito direta, me disse: “Seu caso é encontrar a raiz do problema — o tumor. Agora é tudo ou nada. Vamos para a terceira cirurgia.”
O DIA DO MEU MILAGRE…
Durante a preparação para a cirurgia, faltando apenas a sedação, a doutora entrou na sala e me fez um pedido inesperado. Ela queria mudar o risco cirúrgico e precisava da minha autorização Eu aceitei e assinei. Aquela mudança de última hora era o próprio Deus me dizendo: “Agora sou Eu que vou te operar, cuidar e curar, como um Pai faz com um filho.” Para que todos vissem que foi a mão do Senhor quem fez. E não tinha como dar errado. Ele me curou. Através das mãos da doutora, o tumor foi encontrado. A cirurgia foi um sucesso. Exatamente três anos depois, a minha espera tinha chegado ao fim. No deserto, na fé, provando e pregando para mim mesma aquilo de que eu não duvidava. Deus fez na minha vida um milagre extraordinário.
Celina Gomes | Matthews, NC
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