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“Eu sentia um vazio que nada preenchia”

“Eu sentia um vazio que nada preenchia”

eus problemas começaram ainda na infância. Cresci em meio a muitos conflitos dentro de casa, especialmente no relacionamento com minha irmã, que demonstrava ciúmes de mim. Esse ambiente familiar conturbado impactou diretamente meu desenvolvimento emocional e a forma como passei a enxergar o mundo. Na adolescência, comecei a tomar decisões erradas às escondidas, tentando esconder dos meus pais, aquilo que eu mesma não compreendia. Aos 15 anos, surgiram os primeiros sinais da depressão, marcando o início de uma fase ainda mais difícil. Após uma frustração na vida sentimental, me tornei uma pessoa muito insegura. Passei a gostar do escuro, queria ficar sozinha e não falava com ninguém. Meu pai precisava entrar no meu quarto para abrir as cortinas. Com o tempo, a insegurança afetou também minha saúde. Apesar de já ser magra, quase não me alimentava, e isso me levou a passar mal diversas vezes, chegando até a desmaiar. Carregava muitos complexos de inferioridade e sempre achava que todos eram melhores do que eu. Por isso, me tornei uma pessoa invejosa, desejando ter o que os outros possuíam, numa tentativa de preencher o vazio que existia dentro de mim. Precisei mudar de escola, e meus novos colegas tinham condições financeiras melhores que as minhas. Isso me deixava ainda mais para baixo. Passei a me envolver com pessoas que eu acreditava que poderiam preencher esse vazio. Meu fundo do poço veio quando entrei na universidade. Comecei a conviver com pessoas mais velhas, com estilos de vida diferentes do meu, e, na tentativa de ser aceita, passei a beber, não por gosto, mas para me encaixar nos grupos. Em uma dessas festas, ultrapassei meus próprios limites e fiz coisas que não condiziam com quem eu realmente era. Foi também nessa fase que me envolvi com um rapaz, dando início a uma série de escolhas que só aumentaram o vazio dentro de mim. Naquele momento, percebi que precisava de ajuda. Minha mãe já frequentava a Igreja Universal, e passei a ir com ela, mas ainda não havia tomado uma decisão. Minha fé era superficial, e eu frequentava a igreja por religiosidade, até que deixei de ir. dado nas primeiras vezes em que fui à igreja e decidi terminar aquele relacionamento. Abri mão do sentimentalismo e coloquei minha vida no Altar. Entendi que precisava de Deus para ser verdadeiramente Eu não queria abrir mão das feliz e livre do vazio que carregava. amizades nem da vida que levava fora da igreja. Nessa época, os pensamentos de morte eram constantes. Eu era uma pessoa Após a minha entrega, recebi o Espírito Santo e minha vida mudou completamente. muito carente e vazia por dentro. Voltei à igreja e, algum tempo depois, comecei a namorar um rapaz. Eu era muito emotiva, e isso atrapalhava minha fé. Lembrei-me das palavras que o pastor havia me Hoje sou feliz e realizada. Fui livre dos complexos, dos medos e dos pensamentos de morte. Sou usada por Deus para levar a outras pessoas a alegria que um dia busquei nos lugares errados.

Mareline Lopez | Pompano Beach, FL

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  • Redação