Agenda Semanal | - 2:24 pm
Existem hábitos enraizados em nossa cultura que parecem inofensivos, mas revelam convicções equivocadas e que impedem uma crença verdadeira. Entenda
De tempos em tempos as redes sociais e os noticiários trazem casos em que o espiritual se sobrepuja ao mundo natural. Relatos recentes vão desde os de alunos de uma escola na Paraíba, no Brasil que teriam feito “brincadeiras com o oculto” e gerado um surto coletivo de histeria e desmaios até o de um homem que teria convulsionado durante uma exibição do filme Invocação do Mal 4: O Último Ritual, nos Estados Unidos.
Muitos alegam que brincadeiras com o desconhecido e o gosto por filmes e séries que expõem o mundo espiritual são brechas para a atuação do mal, já que nossos olhos são responsáveis por iluminar ou não a alma (Mateus 6:22-23). No entanto, tais brechas podem ser abertas de forma ainda mais sutil.
Há quem vasculhe o jardim em busca de um trevo de quatro folhas, pois creem que encontrá-lo seja um sinal de sorte. Há quem bata três vezes na madeira para espantar o azar. Há quem confira o horóscopo religiosamente ou faça um mapa astral, siga a numerologia ou confira a “sorte” nas cartas de tarô. Há quem pule sete ondas durante a virada de ano em busca de boas energias ou coma 12 uvas debaixo da mesa para encontrar a alma gêmea. Há quem se recuse a passar debaixo de uma escada ou tema a quebra de um espelho, porque isso tudo traria azar.
Outro problema é a normalização de atitudes outrora inimagináveis. Atualmente, por exemplo, tornou-se normal fazer uma festa para comemorar o divórcio, usar drogas consideradas “recreativas” e ouvir músicas em que as letras abordam assuntos inapropriados. Enquanto o anormal é visto como normal, o normal é enquadrado como incorreto ou antiquado: manter um casamento bem-sucedido, não consumir substâncias que fazem mal ou não acompanhar os hits de sucesso são escolhas que causam estranheza.
Você pode até não acreditar, mas há pontos de contato que podem ser um canal para o mundo espiritual e gerar tanto o bem quanto o mal. Em Atos 19, lê-se que pedaços das vestes do apóstolo Paulo eram enviados para as pessoas e, pela fé, elas eram curadas e se libertavam de espíritos malignos. Já em 2 Reis 2:23-25 é descrito que mesmo as brincadeiras também têm efeito: os meninos que zombaram da aparência de Eliseu foram mortos rapidamente por duas ursas.
Os atenienses, por exemplo, criam em tudo o que lhes era apresentado. “Sendo um tanto supersticiosos” (Atos 17:22), tinham construído altares para diferentes deuses, incluindo o “deus desconhecido” (Atos 17:23), mas essas múltiplas crenças não valiam de nada se eles não conhecessem o Deus Único, se arrependessem de suas superstições e cressem apenas nEle (Atos 17:23-30).
A busca por sinais e rituais para controlar a própria história, o que leva a um desvio da verdadeira fé e à perda da proteção espiritual, é um hábito enraizado na Humanidade. Quando se “brinca” com amuletos ou rituais, na verdade, transfere-se a confiança que deveria ser exclusiva em Deus para objetos e práticas. Ao mesmo tempo, quem aceita o inaceitável, mesmo que seja como uma brincadeira ou com a justificativa de que “os tempos são outros”, contraria o que a Palavra de Deus ensina e fica mais propenso a aceitar que essa deturpação de valores e crenças seja a realidade.
Sabe quando dizem que crianças precisam aprender de forma lúdica para que fixem o aprendizado? É isso que o diabo faz. Ele trabalha com brincadeiras, superstições, elementos e a normalização do erro como brechas para atuar na vida dos desatentos. Por isso, em Colossenses 2:8 somos alertados: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. Para não ficar à mercê da sorte ou do azar, só existe um caminho: conhecer a Deus e crer nEle sem reservas nem distrações. Consequentemente, isso também significa abandonar as superstições, vigiar para não cair nas brincadeiras que normalizam brechas para o mal agir, ler e meditar na Palavra de Deus, obedecer aos Seus ensinamentos e viver em santidade.
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