Agenda Semanal | - 3:29 pm
Cheguei à igreja aos 7 anos de idade, com a minha mãe, e meus dois irmãos.
Frequentando o CBC (Children’s Biblical Center), fui aprendendo a palavra de Deus. Lembro-me de um dia, a voluntária dizer: “Hoje a tia está aqui na frente, mas amanhã você estará aqui dando a aula no meu lugar”; disse ela para todas as crianças, e naquele momento, nasceu em mim, o desejo de ensinar a palavra de Deus.
Minha mãe já enfrentava algumas dificuldades com meu pai, que não gostava que ela ia à igreja. Porém, logo após meu batismo nas águas, potencializou a insatisfação dele, que não aceitou que fomos batizados.
Logo em seguida minha mãe descobriu a traição do meu pai, que decidiu sair de casa.
Anos mais tarde, ele se mudou para outro estado, e não tivemos mais seu apoio. Na altura, ele alegou que ele era o nosso Deus e que sem ele, estávamos sem Deus.
Foi neste auge que decidimos nos apegar ainda mais a Deus, fazendo dEle o Nosso Pai, o Nosso Provedor.
Passamos por um deserto, mas minha entrega foi total; corpo, alma e espírito. E o desejo de servi-lo com TODA A VIDA, só aumentava.
Eu buscava o Espírito Santo, e a sede por almas, me levava às ruas para evangelizar. Na escola assumia a fé em Jesus; no caminho para a escola de ônibus, ia lendo os livros sobre o Espírito Santo.
Ainda dentro da sala de aula, nos tempos vagos, pegava minha Bíblia na mochila para ler. Ali estava conhecendo O Meu Primeiro Amor, estava enamorada e fascinada por Ele, buscando conhecê-Lo e saber como agradá-Lo.
Neste processo, descobri a necessidade do Novo Nascimento. Apesar de crescer na igreja, e fazer tudo “certinho”, eu ainda não tinha nascido de Deus.
Era nervosa, impaciente e sem domínio das minhas reações, estava sempre desagradando a Deus, sem me dar conta, porque fazia muitas “boas obras”.
Até que um dia, na pregação de quarta-feira, sobre a Parábola do Semeador; me enxerguei.
Eu era como aquele solo cheio de pedras, que recebia com alegria a palavra, concordava com a cabeça, mas por não ter raiz, vinha o sol, a queimava e secava.
Ali reconheci minha condição espiritual, e quando o pastor chamou à frente quem se identificava, eu fui, começando ali minha luta contra o meu eu, meu ego, minha carne e minhas vontades.
Neste processo, à medida que ia vencendo minha carne, a cada situação que inicialmente exigia força para não agir segundo minhas inclinações, através das experiências que eu estava tendo com Ele, passei a notar a ação do Espírito Santo em mim e me dei conta da transformação no meu interior, através das minhas reações.
Após esta mudança, fui coroada com o Espírito Santo, recebi o selo de propriedade exclusiva dEle, eu não era mais de mim mesma!
Não me via mais fora do altar ou fazendo qualquer outra coisa, por isso abri mão do meu sonho pessoal de ser modelo.
Anos mais tarde, aos 17 anos, fui levantada a obreira e segui servindo a Deus com o meu melhor, onde quer que necessitasse. Foram várias experiências, que via Deus me preparando para servi-Lo no altar.
Será que se Ele nos contasse tudo o que passaríamos, teríamos coragem, de deixar tudo para servi-Lo? E onde entraria a fé?
Por isso que Ele vai nos preparando, porque de fato, não somos capazes, é Ele quem nos capacita. A cada desafio, Ele nos fortalece, e assim na dependência de Deus, dia após dia, seguimos olhando firmemente para Jesus o Autor e Consumador da nossa fé. Pense nisto! E, pela fé, entregue-se a Ele!
“Mas o justo viverá pela fé; e, se alguém se retirar, a minha alma não tem prazer nele.” Hebreus 10:38
Cada luta, cada perda, cada desafio que encontramos na caminhada da fé, segue provando a intensidade do meu amor ao Senhor Jesus.