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“Me cortava com pedaços de vidro e brigava com todos ao meu redor”

“Me cortava com pedaços de vidro e brigava com todos ao meu redor”

Eu era uma pessoa muito insegura, sem esperança no futuro e sem acreditar que pudesse fazer algo de bom na minha vida. Quando criança, senti muita raiva porque achava que ninguém me amava. Eu me sentia rejeitada por tudo e por todos, até mesmo pelos meus familiares e amigos. Por não receber a atenção que desejava, tornei-me muito rebelde: chutava e perfurava paredes, quebrava coisas quando ficava com raiva, me cortava com pedaços de vidro e brigava com todos ao meu redor.

À medida que cresci, passei a buscar essa atenção nos homens. Por causa disso, acabei em um relacionamento abusivo, no qual sofri agressões físicas e psicológicas, além de ser traída por ele com várias mulheres. Isso me deixou ainda mais insegura e deprimida. Passei a usar roupas provocantes, beber, frequentar baladas e experimentar diferentes drogas, tentando anestesiar todo aquele sofrimento. Por duas vezes, quase tive uma overdose por causa de uma droga chamada Molly. Apesar de tudo isso, continuava me sentindo vazia e perdida.

Foi então que cheguei à igreja, já grávida. Naquele momento, eu não queria nada com Deus; fui apenas para agradar minha mãe, mãe que já frequentava a igreja. Muitas vezes me convidaram para o grupo de jovens, o YPG, mas eu sempre recusava. Depois que minha filha nasceu, voltei ao mesmo estilo de vida, com drogas, bebidas e festas. De vez em quando, até ia à igreja, mas continuava vivendo do mesmo jeito: participava das reuniões depois de fumar maconha ou beber na noite anterior. Claro que isso não me ajudava, porque eu não dava ouvidos ao que era ensinado.

Vivi assim por alguns anos, até que, em um domingo, durante uma reunião, parei para refletir sobre a vida que estava levando. Foi ali que decidi dar um basta. Eu queria, de verdade, conhecer esse Deus de quem tanto falavam e experimentar o que Ele poderia fazer na minha vida. Comecei a fazer as correntes de oração pela libertação, me firmei na igreja e passei a participar do YPG (Youth Power Group). Quanto mais meu relacionamento com Deus crescia, mais paz e felicidade eu encontrava.

Nesse período, eu estava em um relacionamento sério com o pai da minha filha. Nós nos amávamos muito e até planejávamos nos casar. Mas, infelizmente, ele sofreu um acidente de carro e faleceu na hora. Foi a dor mais difícil que já senti na vida, mas, mesmo assim, mantive o meu foco em Deus. Aquilo não abalou a minha fé.

E, graças ao batismo com o Espírito Santo, tornei-me a mulher forte que sou hoje. Foi Ele quem me deu forças para superar todo o sofrimento. Hoje tenho alegria, paz dentro de mim e um desejo enorme de compartilhar com outras pessoas aquilo que recebi: a presença de Deus, que é capaz de transformar qualquer vida.

Amanda Martinez | Central Falls, RI

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